5 edifícios para entender a arquitetura moderna de São Paulo

Mais que um estilo arquitetônico, o modernismo se confunde com a história da cidade.

A arquitetura moderna trouxe para a paisagem de São Paulo as linhas retas, o vidro, o aço e o concreto aparente. Mais do que isso, apresentou à sociedade paulistana alguns dos mais belos projetos arquitetônicos da cidade. É normal procurar referências em edifícios assinados por arquitetos famosos na hora de comprar apartamentos à venda em São Paulo. É por isso que separamos alguns exemplos para você. Confira!

Edifício Três Marias

Idealizado em 1952 por Abelardo de Souza, arquiteto carioca responsável entre outros projetos pelo Residencial Nações Unidas, o Três Marias é uma obra da arquitetura que data de um período em que a verticalização na região da Av. Paulista ainda estava engatinhando. O prédio conta com características fundamentais do modernismo.

Com pastilhas rosas e azuis, o edifício apresenta uma abordagem criativa no equilíbrio dos elementos, garantindo uma peculiaridade estética que o distingue na paisagem da famosa avenida. Maria Cristina, Maria Júlia e Maria Regina são os nomes dos blocos de apartamentos com unidades que variam entre 140 e 270 metros quadrados, maiores que a média da região.

Edifício Louveira

Localizado em Higienópolis, o Edifício Louveira foi um dos primeiros projetos do processo de verticalização do bairro nos anos 50 e foi encomendado por Alfredo, Lia e Esther Mesquita, herdeiros do jornal O Estado de São Paulo.

Desenvolvido por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, o edifício traz muitos elementos da arquitetura modernista como a utilização de rampas e pilotis. As janelas, compostas por caixilhos amarelos e vermelhos, destacam-se em uma região com tantas construções acinzentadas.

Edifício Paulicéia e São Carlos do Pinhal

Data de 1958 a inauguração dos Edifícios Paulicéia e São Carlos do Pinhal que contribuíram para a transformação da região da Avenida Paulista que contava até então somente com casarões. Suas linhas modernas mostraram à alta sociedade paulistana que era possível criar belíssimos projetos arquitetônicos em edifícios residenciais luxuosos.

Com 6.000m² de área e 240 apartamentos divididos entre duas torres com 23 andares cada uma, os Edifícios contam com venezianas de vidro em suas fachadas e revestimento de pastilha e ladrilho português. O condomínio foi tombado em 2010 por suas características históricas e sociais.

Edifício Esther

O Edifício Esther possui fachada livre, pilotis que facilitam a circulação de pessoas, área de lazer no último andar e janelas em fita para aproveitar a luz solar e aumentar a iluminação interna, características marcantes no modernismo e que podem ser notadas facilmente no projeto.

Outro ponto bastante distinto é a atenção aos detalhes na hora de escolher o acabamento. O piso desenhado, a iluminação discreta e charmosa e o design à frente da época encontrado na numeração de elevadores e na assinatura do prédio são mais algumas de suas características marcantes.

Edifício Eiffel

Entre tantas obras famosas de Oscar Niemeyer, uma se destaca por ser considerado o primeiro edifício de luxo do arquiteto. O Edifício Eiffel, construído nos anos 50, trouxe à paisagem da Praça da República a grandiosidade que se esperava de uma região muito bem frequentada e com refinados cafés e restaurantes.

O prédio, entregue em 1956, lembra um livro aberto quando visto de frente. O formato, que contempla uma forma mais alta e duas menores, é assim para que aproveite ao máximo o terreno e a luz solar nos apartamentos. A planta interior também contempla apartamentos duplex com entrada pelo andar superior onde ficam sala e cozinha com quartos e demais dependências no andar inferior.

Conhecer um pouco sobre a arquitetura de uma cidade é descobrir muito sobre a sua história e como chegamos até aqui. Agora que você já sabe um pouco sobre o modernismo, que tal pesquisar sobre outros estilos arquitetônicos?

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