Como viramos escravos do Facebook - e algumas ideias para sair dessa | Designers Brasileiros

Este post é uma colaboração de Vítor Lintomen, formado em Diagramação e Criação Vetorial. Focado em Marketing, Marketing Digital e Marketing de Conteúdo. Graduando em Direito na Universidade de Brasília.

Se você já tentou vender algo – ou convencer as pessoas de alguma ideia – você provavelmente tem uma página no Facebook. Lojas, marcas, políticos, comunidades. Todos tentam usar essa mídia para atrair fans e gerar engajamento. Aí aparece o problema: o Facebook não se importa com você.

A rede social sobrevive de uma só maneira: a busca implacável por selecionar, entre mais de 5 bilhões de postagens diárias, o que é melhor para os seus usuários. Cada conta do Facebook tem um limite máximo de postagens diárias que ela recebe no Feed de Notícias. Ou seja, o que você posta vai competir com toda a rede da pessoa (páginas curtidas, amigos, patrocínios), passando por um algoritmo que seleciona por fim o que aparece ou não na tela dela. Esse emaranhado cresce diariamente, tornando o conteúdo mais competitivo a cada dia. Como diria Peter Thiel, a competição mata os lucros.

Por essa razão, os posts que antigamente ganhavam 300 likes e eram visualizados por 10.000 pessoas hoje em dia não passam de 30.

Em outra palavras, você que empreendeu um ou dois anos construindo uma audiência para o seu negócio, de maneira súbita, desavisada, perdeu tudo isso, imerso em mar de conteúdo “criativo” ou “viral” que merece mais atenção que o seu.

O problema se agrava quando tentamos replicar o “conteúdo que funciona” em nossas páginas (um erro que já tive o prazer de cometer). Repentinamente, temos escritórios de advocacia compartilhando textos motivacionais e contadores fazendo propaganda com memes. É como se toda página quisesse ser a Prefeitura de Curitiba, sem se atentar ao fato de que nem todos podem, nem deveriam tentar, sê-la.

Aqui 3 ideias para contornar a situação:
-Seja coerente. Lembre-se: a página não é um fim em si mesmo, mas um meio para um objetivo maior. Qual é ele? Depende de você. Pode ser gerar uma venda ou conseguir mais pessoas para o seu grupo. De um jeito ou de outro, criar uma comunicação alinhada com os seus valores e com a sua cultura interna fundamental. Pode não dar tantos likes, mas se você é designer e uma pessoa entra na sua página, ela está esperando ver seus trabalhos com Design.
-Em segundo lugar, pague. Infelizmente, não voltaremos a ter os alcances milagrosos e as conversões sobrenaturais de outrora. Foi bom, quem viveu, viveu, mas passou. É impressionante o quanto 15 reais de impulsionamento podem fazer a diferença nas condições atuais do algoritmo do Facebook.

– Quando selecionar o alcance, seja ultraespecífico. As suas postagens tem uma Nota de Relevância, que pode ser visualizada no Gerenciador de Anúncios do Face. Quanto mais específico, maior a sua nota de relevância, por que o conteúdo vai ser mais interessante para o público selecionado. Nisso, você passa a pagar menos por curtida. Pense em mostrar sua festa de hiphop para quem curtiu a página do Snopp Dog VS todas as pessoas entre 18 e 65 anos da sua cidade.

A Lei nº 22 do Marketing (RIES) é a seguinte: dinheiro importa e não adianta ter a melhor ideia sem o dinheiro para promovê-la. Fomos tolos de pensar o contrário. Por sorte, no Facebook ainda é possível atingir muitas pessoas, gastando pouco e com ótimos resultados. Contudo, a tendência é que a situação piore, nos deixando cada vez mais reféns dos anúncios pagos. A solução: não dependa só do Facebook para promover suas iniciativas.”

Dalmir
Author

Dalmir Junior é fundador do Designers Brasileiros e Coordenador de Criação na Prefeitura de Franco da Rocha.

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