Design e Programação: Um relacionamento muito sério | Designers Brasileiros
Design

Design e Programação: Um relacionamento muito sério

Hoje vamos falar sobre programação, não caro leitor você não está no blog errado e nem deu ‘bug no sistema’ entendeu a referência?! Brincadeiras a parte, o papo hoje é sobre um tema que muito me interessa e faz parte de mim, por esse grande motivo estou aqui compartilhando com vocês.

Pra você que ainda não tem ideia do que é programação, muito menos do que vamos abordar hoje e menos ainda da ligação entre Design + Programação muita calma nessa hora, vou explicar.

OBS: Se você já conhece pule 3 casas e vá para o item – Mas como é trabalhar efetivamente com programação e design?-, mas fico feliz também caso queira ler o texto inteiro tá?!


Primeira casa

Segundo o dicionário melhoramentos (esse não é digital, embora eu utilize os digitais mais do que tudo, porém quis trazer essa prática antiga à tona para aproveitar a ‘vibe’ do que explicarei hoje, trata-se de voltar às origens de vez em quando).

Programar: 1. Organizar o programa ou a programação de. 2. Planejar, projetar.

Programação: 1. Estabelecimento de um programa.

Adiciono mais umas coisinhas que se você googlar vai encontrar para PROGRAMAÇÃO; ação de desenvolver rotinas ou programas de computador; ciência ou técnica de elaboração desses programas; PROGRAMA (‘lista escrita’).

Acho que já conseguimos nos encontrar, como estamos falando de desenvolvimento, a PROGRAMAÇÃO aqui no caso são comandos que você dá para o computador e ele responde; com a inteligência artificial isso funciona literalmente, mas enfim como as definições dizem, elaboramos uma lista de tarefas e executamos, exemplo para você se localizar, aplicativos como facebook vamos falar de uma tarefa, comandos simples como postar algo, você vai no campo o que você está pensando que parece um bloco de notas, digita, coloca um foto/vídeo e dá um postar/publicar, olha o tanto de coisas que fazemos em um único momento (vulgarmente falando). Está muito complicado ainda? Vamos ao nosso dia-a-dia, logo pela manhã seu cérebro ordena que você acorde (ou o celular na maioria das vezes), logo em seguida levantar, ir ao banheiro, escovar os dentes, lavar o rosto, tomar banho, se arrumar, tomar café, ir trabalhar, pronto são suas tarefas pela manhã, dentro de cada tarefa possuem tarefas separadas, como por exemplo, acordar, abrir os olhos, espreguiçar-se, levantar, checar se os chinelos estão à beira da cama, caso sim colocá-los e ir ao banheiro, caso não procurar os chinelos, encontrar e ir ao banheiro e por ai vai.


Segunda Casa

Estamos repletos de comandos até mesmo sem saber. E o que isso tem a ver com design senhorita Ana? Tudo.

Pegue seus apps e sites preferidos, já percebeu como eles são bonitos (bem, na maioria das vezes, como beleza é relativa e estou falando com vocês que são designers e conhecem bem de beleza)?  Bem, em algumas coisas vocês vão concordar; todos eles apresentam cores marcantes, possuem logotipos, uma marca, um conceito, ou seja, o design está ali o tempo todo.

Voltando ao nosso exemplo anterior, vamos falar sobre o comando do café, existem dias que você inspirado, com tempo, logo o seu café será com café, leite, achocolatado, um pão fresco, uma tapioca bem preparada, e quando não está com tempo? Um café, pão amanhecido, queima a tapioca, sai comendo pela rua para não se atrasar, ou seja, não é tão bonito assim, nesse contexto é a programação, só executar o código não é suficiente, precisamos que seja ‘bonito’, atraente ao público e ai o design entra, temos alguns termos dos profissionais desse ramo o designer é chamado de front-end, ele programa o layout, a ‘cara’ do app ou site, o back-end programa as funções, exemplo clássico, um botão de compra ele é vermelho, quadrado, com a fonte helvética, alinhado com o produto que está do lado, foi o front que fez esse layout, agora quando você aperta e ele vai para uma página para você inserir seu cartão de crédito essa ação de transação foi o back que fez.


Terceira Casa

Bem, eu sou essa pessoa ligada ao front, sempre gostei bastante das coisas estarem bonitas, sempre fui a criativa, mas sempre deixava pra outros criarem, comecei a estudar mais a respeito e me entusiasmar com a ideia de cuidar disso quando fosse criar um site ou app.


Mas como é trabalhar efetivamente com programação e design?

Eu entrevistei o Davi Oliveira que atualmente faz parte do time de desenvolvedores da startup Trakto para contar um pouquinho mais de como funcionam as coisas.

Como é trabalhar com códigos e design?

Muitas pessoas acreditam que design e programação são áreas completamente diferentes (verdade, elas são rsrs). Porém elas trabalham totalmente integradas, até porque não posso ter um produto/software que tem uma arquitetura/modelagem perfeita, mas é horrível em design. Por isso eu sempre falo: “Design é o que vende”.

Por algum tempo decidi que trabalhar com programação e design não seria algo tão saudável e muitas pessoas falavam: “Você precisa focar em algo!”. Até certo tempo concordei com essa afirmação, mas decidi fazer algo diferente, vi que trabalhar com duas áreas que são bastante integradas agrega muito no quesito experiência.

Pode ser que no futuro eu mude e escolha apenas uma área, mas enquanto elas fizerem um sentido pra mim vou apostar e investir cada vez mais em cada uma delas.

Você sempre trabalhou com isso?

Comecei primeiro com programação e depois no meu primeiro estágio me despertou um pé para o design.

Como começou?

Eu comecei cedo, hein?!

Ana: – Menino prodígio, comentei.

Comecei com 12 para 13 anos. Foi um começo bem difícil e até pensei em desistir. Mas me lembro do meu principal incentivo: Meu irmão e meu pai (parece até uma história de superação de vida rsrs). Eles foram peças importantíssimas pra mim e são até hoje.

Eles sempre me incentivaram a estudar e correr atrás dos meus objetivos, até porque, sem esforço não há recompensa, certo? rsrs.

Ana: – Normalmente sim, digo.

Mas aos 16 anos consegui o meu primeiro estágio em uma Escola de Ensino EAD e foi o pontapé no mercado. No começo eu trabalhei com o nosso querido falecido (Adobe Flash) .

Ana: – Conheço gente que crê na sua ressureição hahaha igual eu creio na do Jhon Snow.

Logo depois foquei em programação e depois o design.

O que você mais gosta do design?

Tá aí uma pergunta que eu luto bastante para responder. Parece ser algo muito simples, mas o design como eu já falei, ele é processo/padrão muito importante. É algo muito baseado em pesquisas, comportamentos e até sentimentos. Acho que isso faz com o design seja o processo mais importante de todo o fluxo, claro, se for bem executado. E sempre que começo um processo de design aplico a famosa frase de clichê: “Menos e mais”.

Como é a profissão?

Aqui vou falar separadamente.

Design:

Design é algo incrível e que gosto muito. Se eu consigo aplicar processos e padrões, isso fica lindo demais rsrs. O Design tem um papel fundamental na criação do produto, porque ele vai transparecer tudo, equipe, engajamento, pessoas, sentimento, vontade, emoção… São muitos fatores, por isso eu sempre falo que ser designer vai muito além do que criar telas e sim tornar algo abstrato em concreto e funcional. Gosto bastante dos processos de design da Apple e fico fascinado com os processos aplicados. (Vale a pena ler sobre eles).

Programação:

Vetores, matrizes, cálculo avançado, algoritmos baseados em inteligência artificial. É tudo incrível rsrs.

Um amigo meu fala que sou bem doido por admirar e estudar programação. Mas imagina comigo: Facilitar processos, ajudar pessoas, criar coisas incríveis, tem algo melhor do que isso? Pra mim, a resposta é não!

Diferente do design, trabalhar com programação exige um pouco mais, porque a programação é baseada em lógica. Então nem tudo poder ser igual ao 0 rsrs (Piada interna). Um bom programador é definido pela capacidade de resolver os problemas da melhor forma e transparência. Transparência? Sim, isso mesmo. Faça um código legível, porque você não é o único que deve entendê-lo.

Ana: – Sei como é! No começo na faculdade os meus códigos nem eu mesmo entendia a indentação, rsrsrs.

Suas referências?

Procuro apenas me inspirar em processo e padrão, não em pessoas.

Ana: – Mas porque isso Davi?

Bom, acredito que cada pessoa entenda as coisas de forma diferente. Então prefiro me basear de como o processo funciona e não do que as pessoas falam.

Mas eu gostaria de citar duas pessoas. O primeiro é o CEO da startup de onde estou atualmente. Paulo Tenório, para alguns Paulo Blob. No começo o nosso relacionamento profissional foi bem difícil rsrs, mas porque minha mente sempre foi fechada para executar apenas o que era demandado, o que pode ser a cabeça de muitos neste momento. Mas porque ele é referência? Bom, ele me ensinou algumas coisas. Ouvir mais, fazer menos, ir além do que as pessoas esperam e o mais importante foi criar algo pensando no cliente. E pode ter certeza que vou carregar para o resto da vida.

A segunda pessoa que gostaria de citar é o CTO Jorge Henrique.

Ana: – A o Jorge é incrível rs ele também me ajudou e ajuda muito, depoimentos no Orkut hahaha.

As coisas mais importantes que ele me ensinou foram:

– Ser profissional é preciso ter caráter, então você pode ser Engenheiro do Google, mas o que vale é sua postura (conhecimento técnico também conta rsrs). Ter humildade é essencial, não se sinta inferior, mas também não ande se gabando de tudo rsrs. E por último: Esteja sempre aprendendo (muito estudo) e ouvindo os clientes que se importam com você.

O que estudou e onde já trabalhou?

Estudos:

Estudei no IFAL (Instituto Federal de Alagoas) no curso de Estradas e Urbanização. Não conclui o curso, mas obtive uma base muito boa em cálculo, design e processos de criação. Atualmente estudo Sistemas de Informação.

Trabalho:

Como falei, eu tive um estágio que durou um bom tempo e depois fiquei horário integral. Lá comecei na parte de design e depois passei para a parte de programação. A empresa foi a Cursos IAG (http://www.cursosiag.com.br/) e agora sou do time de desenvolvedores da Trakto.

O Davi pode ser encontrado no facebook https://www.facebook.com/davioliveiira pra fazer um networking, tirar dúvida, tomar um café, bora lá ele está aberto pra conversar com vocês, principalmente pra quem quer ingressar nessa área.

Como sempre espero ter ajudado compartilhando essa história e um pouquinho de conhecimento ai pra vocês.

Gostou do post? Deixe seus comentários, fala ai comigo, deixa suas sugestões pra posts no blog, críticas, elogios, vou ler tudo.

Sobre o autor

Ana Carolina

Tem 25 anos, Fundadora da Lorac Ideias, vive de sonhos, amante de batata e minhoca de gelatina, redatora por paixão e profissão, cheia de ideias, um pouco gamer, adora viajar e andar com os pés descalços.

Comentários no Facebook