7 lições para designers: “ego-ísmo” | Designers Brasileiros
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7 lições para designers: “ego-ísmo”

Lembro que enquanto recém formado passei um bom tempo extasiado e empolgado com tudo. Considerava um mestre cada pessoa que fazia contato e trabalhava junto. Aprendia o máximo que dava, tanto na parte técnica e artística quanto na parte do dia a dia de trabalho. Cada dia era uma nova descoberta.

O tempo foi passando e o encanto das coisas diminuiu um pouco. A gente fica com o olhar mais aguçado, com gosto mais refinado, com a mente mais experimentada. Com isso pensava que já sabia o suficiente (suficiente em relação a que?) e que pouco aprendia com as novas coisas. Engano meu (ainda bem!).

Em parte, o que dizem é verdade sim, que a beleza está nos olhos de quem vê. Não só a beleza, mas a oportunidade, o diferente, o experimento a aprendizagem. Ao enxergar diferente, você tomará atitudes diferentes que trarão resultados diferentes. Se você acha que já sabe tudo, você pára de buscar conhecer novas coisas por se convencer de que nada mais há pra se aprender.

Esse ego exagerado fecha os seus olhos para o que você pode vivenciar e te mostra apenas o que já é. E pior, te convence que o que já é, é o melhor que se pode alcançar. Sabe aquele negócio do “quem esse cara pensa que é pra me falar isso?” ou o “quem ele acha que está ensinando?”. Tem também aquele “cara, eu manjo disso, relaxa.” Pois é. Creio que o ponto aqui não seja “ser o melhor” mas “viver o melhor de si”.

Já dizia aquele meme que sempre vai ter um japonês ou coreano que vai fazer melhor e mais rápido aquilo que você acha se melhor (rs). Brincadeiras a parte, são tantas coisas a serem aprendidas no meio do design, tantas teorias, tantas técnicas, tantos estilos, tantos públicos diferentes e as coisas mudam tão rápidas… e te pergunto: realmente dá pra se achar o melhor em alguma coisa? É tão importante assim? Por quê?

Claramente isso não significa que você não deva ter seus méritos, que não possa ser uma referência na área e que não seja admirado por outros. Seja bom no que faz. Seja ótimo. Mas seja pra viver isso de si e não pelo título.

E mais, não seja bom pra si mesmo a ponto de não ensinar quem sabe menos e não aprender com quem sabe mais. Em suma, não deixe que o ego te trave e te faça parar no tempo, te tornando uma massa inerte que não ensina e não aprende.

Nesses últimos meses tenho buscado aprender muitas coisas que me assustavam e que não tinha a menor ideia de como funcionavam. UX por exemplo. Design de produto. Wireframes. E com muita alegria tenho encontrado pessoas que além de conhecerem muito, estão dispostas a ensinarem o que sabem ao invés de apenas tratarem isso como um troféu pra colocar na prateleira.

O que você tem pra aprender e ensinar hoje? Compartilhe!

Sobre o autor

Tiago Maricate

Tiago Maricate

34 e quase lá… Entusiasta dos games, tecnologia, teologia e design não necessariamente nessa ordem, passo a maior parte do tempo ou lendo, ou trabalhando ou estudando uma dessas coisas. No caso do design, trabalhando a mais de 10 anos na área, aprendi que o bom gosto visual se refina com o tempo e as habilidades e acertos são mais frutos de esforço e trabalho do que de dom.

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