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7 lições para designers: eu não sabia

Quantas coisas dentro do seu ramo de atividade você ainda não conhece? Ou quantas vezes ao olhar pra títulos de cargos e funções você fica se perguntando “mas que diabos é isso”? Já se empolgou com o título de alguma candidatura pra freela ou emprego e ao ler a descrição se sentiu extremamente inseguro? Ou então, quantas vezes leu e não fez a menor ideia do que se tratava?

Você pensa que lê uma coisa e na verdade é outra diferente. E em alguns casos você nem pensa nada porque não dá pra entender mesmo. Tem que decifrar a função. Só quem é da área consegue saber do que se trata. Antes era mais simples. Era só designer. Ou só ilustrador. Afinal, você realmente sabe do que gosta ou o nome do que faz?

Hoje você pode ser um “Senior UX Analist

and Brand Designer Architet”. Ou substituir tudo isso e deixar só “power ranger” mesmo, que o impacto será igual. Piadas à parte, embora pareça absurdo, esses cargos virtualmente existem. Não sei se por necessidade ou por inventarem essas funções, mas a realidade é que raramente você vai encontrar algum curso ou faculdade pra aprender sobre. São funções baseadas em viéses da carreira e não em formação.

Por isso hoje as atividades do designer estão muito segmentadas. Há muita especialização e a cada dia um novo tipo de ramo no design aparece ou agrega aos que já existem. Há o design industrial, design de produto, game design, design digital, design gráfico, design de interação e usabilidade, UX, UI e por aí vai… E não é só porque que “design” no nome que é o que você pensa que é. Isso indica que o mercado está vivo, que você vai ter que decifrar mais cargos e que terá que se especializar.

Então, como se preparar ou se especializar quando nunca é o suficiente? Isso é o que percebi ao longo do tempo de trabalho: se você quer Y mas a necessidade de trabalho e experiência te faz aceitar um trabalho X, isso vai te levar pra esse rumo. Afinal, você está ganhando experiência em X e não em Y. O que fazer então pra seguir Y, se você só trabalho com X? Particularmente lhe diria isso:

Passo 1: se sujeitar, caso encontre alguma oportunidade, a descer alguns degraus no cargo e no salário. Como em muitas áreas não há curso, você tem que aprender por osmose ou na assistência de quem sabe. Siga quem está fazendo e seja humilde.

Passo 2: tentando focar o máximo possível, leia e busque cursos próximos que podem ser usados para agregar nessa área. Sei que não dá pra escolher trabalho, mas priorize os trabalhos que conseguir (freelas ou fixos) relacionados a isso.

Como muitos, eu tenho certa dificuldade pra descobrir as coisas que realmente gosto. Já descobri algumas. Gosto muito de logos, interfaces e materiais relativos a jogos. Tudo na área digital. Então eu seria um “Digital Game and Branding Designer”? Não sei. Não tem curso pra isso. Embora esses títulos podem significar coisas muito diferentes dependendo do lugar onde for trabalhar, ainda prefiro só “designer” mesmo. Ou “digital designer”.

E você? Já parou pra pensar qual é sua especialização, o que sabe realmente fazer e o que ainda precisa aprender dentro dessa área? Você sabe bastante sobre sua área? Deixa aí nos comentários qual seria o nome da sua função baseado no que faz e gosta 😉

Sobre o autor

Tiago Maricate

Tiago Maricate

34 e quase lá… Entusiasta dos games, tecnologia, teologia e design não necessariamente nessa ordem, passo a maior parte do tempo ou lendo, ou trabalhando ou estudando uma dessas coisas. No caso do design, trabalhando a mais de 10 anos na área, aprendi que o bom gosto visual se refina com o tempo e as habilidades e acertos são mais frutos de esforço e trabalho do que de dom.

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